Jurerê vive nova transformação imobiliária impulsionada pelo short stay

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Com valorização acelerada, escassez de terrenos próximos ao mar e mudanças no perfil dos investidores, Jurerê consolida um novo ciclo imobiliário em Florianópolis — agora impulsionado pela profissionalização da locação por temporada e pela alta demanda por imóveis compactos voltados à renda.

Durante décadas, Jurerê construiu sua reputação como um dos endereços mais desejados do Brasil. O bairro planejado, conhecido pela combinação entre praia, segurança, gastronomia, infraestrutura e qualidade de vida, consolidou um mercado imobiliário valorizado e altamente desejado tanto por moradores quanto por investidores. Mas nos últimos anos, um novo movimento começou a transformar o perfil dos empreendimentos, o comportamento dos compradores e até mesmo a dinâmica da locação na região.

Studios compactos, prédios voltados para short stay, gestão profissional de locação por temporada, inteligência artificial e análise de dados passaram a fazer parte do vocabulário do mercado imobiliário de Jurerê. E foi justamente sobre essa transformação que o episódio 43 do podcast Jurerê+, promoveu um debate aprofundado entre o sócio da Imobiliária Viva Jurerê, Norton Willrich e a empresária Mônica Medeiros, co-founder da Seazone.

Ao longo da conversa, os dois discutiram como a locação de curta temporada deixou de ser uma atividade informal para se tornar um modelo sofisticado de operação imobiliária — especialmente em bairros turísticos de alta demanda como Jurerê.
“Antigamente era tudo muito mais improvisado. Não existia Pix, não existiam plataformas seguras, o proprietário muitas vezes recebia cheque no carnaval e só descobria depois se aquilo realmente compensaria”, relembrou Norton. “A profissionalização do mercado mudou completamente a experiência tanto para quem investe quanto para quem se hospeda,”enfatiza.

Segundo Monica Medeiros, a evolução das plataformas digitais trouxe previsibilidade financeira, segurança nas transações e uma nova visão sobre o potencial de rentabilidade dos imóveis voltados à locação de temporada. O que antes era tratado como um complemento de renda passou a ser visto como um ativo financeiro estruturado.

A mudança no perfil dos imóveis em Jurerê
Um dos pontos centrais do debate foi a ascensão dos imóveis compactos no bairro. Hoje, studios e apartamentos menores se multiplicam em Jurerê, principalmente próximos ao mar e em regiões estratégicas para turismo. Mas esse movimento, segundo Norton Willrich, enfrentou resistência no início.

“Quando começaram os primeiros projetos de studios em Jurerê, muita gente questionava. Existia um entendimento de que o bairro tinha um perfil exclusivamente residencial, voltado para apartamentos amplos, casas e imóveis familiares”, explicou. “Na época, um studio de 40 metros quadrados já parecia pequeno demais para a realidade daqui.”

Com o passar dos anos, no entanto, o comportamento do consumidor mudou — e os dados de mercado passaram a validar esse novo formato. Para Mônica Medeiros, a lógica por trás desse movimento é essencialmente financeira e urbana. “O terreno próximo ao mar ficou extremamente escasso e caro. Então, para manter o investimento viável e entregar rentabilidade, os projetos precisavam ganhar eficiência”, afirmou. “O hóspede hoje busca localização, praticidade e experiência. Ele quer estar perto da praia, dos restaurantes e dos pontos turísticos sem depender de carro.”

Em operações de short stay, a localização muitas vezes pesa mais do que a metragem do imóvel. “O turista quer viver Jurerê a pé. Essa proximidade com o mar e com os serviços do bairro é o que garante ocupação e valorização,” salienta Medeiros.

Norton Willrich e a empresária Mônica Medeiros, co-founder da Seazone.

Norton Willrich e a empresária Mônica Medeiros, co-founder da Seazone.

O mercado de Jurerê continua forte

Mesmo diante do aumento no custo da construção civil e da valorização acelerada dos terrenos, Jurerê segue sendo um dos mercados mais sólidos de Florianópolis. Durante a conversa, Norton destacou que a escassez de terrenos próximos à praia continua sendo um dos principais motores de valorização imobiliária da região. “O custo para construir em Florianópolis é praticamente o mesmo em vários bairros. O que muda é a raridade da terra. Em Jurerê, especialmente perto do mar, essa oferta é extremamente limitada”, afirmou. “É isso que sustenta a valorização no longo prazo.”

Mônica concordou e reforçou que a localização segue sendo o fator mais determinante para performance financeira no short stay. “Não adianta prometer valorização extraordinária em um imóvel mal localizado. O que garante ocupação, diária alta e liquidez é estar próximo da praia e dos principais pontos de interesse”, explicou. “O hóspede de locação por temporada quer walking distance. Ele não quer depender de Uber ou carro para aproveitar a experiência.”

Segundo ela, Jurerê continua sendo o bairro com maior faturamento dentro da operação da empresa em Florianópolis, mesmo após a expansão da atuação para outras cidades brasileiras.

Short stay deixou de ser improviso

Outro ponto debatido foi a profissionalização da gestão imobiliária voltada para locação de temporada. Norton observou que muitas imobiliárias tradicionais nunca conseguiram operar bem nesse segmento devido à complexidade operacional.“Locação de temporada sempre foi uma operação muito mais difícil. Tem manutenção, atendimento, check-in, problemas inesperados, alta rotatividade. Não é uma gestão simples”, comentou.

Mônica explicou que justamente essa dificuldade abriu espaço para o surgimento de empresas especializadas em short stay. “O proprietário não quer lidar com problema de hóspede, manutenção ou logística operacional. Hoje ele quer receber o rendimento do imóvel de forma profissionalizada”, afirmou.

A experiência do hóspede impacta diretamente a performance financeira da unidade. “Uma avaliação ruim derruba ocupação. Então tudo precisa funcionar perfeitamente: limpeza, manutenção, atendimento e suporte,” conclui Medeiros.

O debate sobre condomínios e Airbnb

Um dos momentos mais relevantes do episódio foi a discussão sobre os conflitos envolvendo locação por temporada em condomínios mistos — especialmente edifícios originalmente concebidos para moradia tradicional.

Norton trouxe à tona um problema cada vez mais comum em Jurerê: condomínios tentando restringir o uso de áreas comuns ou até mesmo limitar locações via plataformas digitais “Existe ainda muito preconceito contra o Airbnb. Alguns condomínios acabam criando regras justamente para desestimular esse tipo de locação”, afirmou.

Mônica ponderou que o problema muitas vezes não está na plataforma em si, mas na falta de profissionalização da gestão. “Quando existe uma operação séria, com controle de hóspedes, validação de documentos e acompanhamento presencial, o risco é muito menor do que as pessoas imaginam”, explicou. “

Investimento imobiliário cada vez mais acessível

Ao final da conversa, ambos refletiram sobre a mudança no perfil dos investidores brasileiros. Segundo Mônica, o mercado imobiliário deixou de ser visto apenas como um investimento para pessoas mais velhas e conservadoras. “Hoje muita gente jovem já começa a construir patrimônio através de imóveis compactos. Não precisa esperar ter milhões para começar”, afirmou. “Você compra um primeiro imóvel, gera renda, reinveste e vai escalando.”

Norton complementou dizendo que o mercado imobiliário continua sendo um investimento baseado em fundamentos sólidos, especialmente em regiões escassas como Jurerê.“A frase que mais escuto no mercado é: ‘Se eu tivesse comprado antes’. Quem acompanha o histórico de valorização entende por que isso acontece”, comentou.

O episódio também trouxe reflexões sobre rentabilidade, comportamento do turista, tendências de consumo, inteligência artificial aplicada à gestão imobiliária e os próximos passos do mercado de short stay no Brasil.

Para quem deseja entender como Jurerê vem se reinventando e por que o bairro continua sendo um dos principais pólos imobiliários do país, a conversa oferece uma análise profunda sobre o presente e o futuro do setor.

Assista ao episódio completo do podcast Jurerê+ no canal da Viva Jurerê no YouTube.

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